Ponto de vista
formado na linha de frente.
Em mais de 20 anos entre a sala de estratégia e a linha de operação em grandes empresas brasileiras, vi o mesmo padrão se repetir. Fundei a AIMAGINE não como uma consultoria que vende metodologia — mas como aplicação do que aprendi sobre por que transformações reais funcionam.
O que aprendi
A formação em engenharia mecatrônica deixou uma marca permanente: sistemas com malha fechada — com loops de feedback, capazes de ler o ambiente e se ajustar dinamicamente — produzem resultados que sistemas abertos nunca alcançam. Sistemas abertos tendem à instabilidade e exigem manutenção constante. Sistemas com feedback e aprendizado tendem à estabilidade e à maximização de ganhos. Essa intuição nunca me saiu da cabeça — e é o coração de toda implementação de IA. Levei-a para a consultoria, para as operações, e finalmente para a AIMAGINE.
Quase sempre o ecossistema do negócio vem de uma inércia de como as coisas foram sendo construídas — inevitavelmente uma colcha de retalhos de soluções pontuais para os problemas que foram aparecendo.
Repensar o negócio do ponto de vista do cliente — o que ele realmente quer e como podemos suportá-lo e gerar valor nessa jornada — parece uma pergunta trivial. Pouquíssimas vezes vejo ela sendo respondida de forma atual, suportada com a tecnologia que temos hoje, à luz de uma IA disruptiva e integrada.
Essa lacuna é o que a AIMAGINE existe para preencher. Não vendendo metodologia — entrando com quem tem mandato real para mudar e fazendo junto.
Estive nessa sala.
Em vários papéis.
2001 – 2018
Booz Allen Hamilton · GVT · Telefônica
Da consultoria à operação
Comecei na consultoria estratégica — Booz Allen Hamilton — onde aprendi a diagnosticar modelos de negócio antes de propor qualquer solução. Depois passei anos liderando marketing, vendas, estratégia e transformação digital no setor de telecomunicações, no Brasil e em toda a América Latina (Argentina, Chile, Peru, Colômbia, México). Saí da consultoria sabendo diagnosticar. Entrei na operação aprendendo que diagnóstico sem execução é só conversa.
2019 – 2022
Telefônica Vivo · AURA
IA em escala — quando ainda era tema periférico
Em 2019, quando IA mal aparecia nas agendas executivas brasileiras, assumi a liderança de IA e Customer Insights na Telefônica Vivo. Em três anos, escalamos a AURA — plataforma de IA da Vivo — para milhões de usuários em mais de 20 canais simultâneos. O engajamento superou o do app proprietário da empresa, que já existia há uma década. Reconhecida pela Meta e pela Telefônica como benchmark global. O que aprendi: IA em escala não é problema de tecnologia. É problema de redesenho de jornada.
2022 – 2026
TIM · Oi · V.TAL
P&L bilionário, turnaround, M&A e carve-out
Nos últimos quatro anos, liderando P&Ls com R$4B+ de receita anual e bases de milhões de clientes, conduzi alguns dos projetos mais complexos do setor. Turnaround de operadora estagnada: receita triplicada, base de clientes quadruplicada, NPS de 14 para 64 em menos de 18 meses — resultado de redesenho de jornada e modelo de canal, não de otimização operacional. Liderança da maior operadora de fibra do Brasil durante recuperação judicial: estabilização, restauração de crescimento e venda bem-sucedida para novo controlador. Carve-out estrutural de 400+ sistemas, contratos e times em 12 meses — prazo original de 24 a 30.
Fabrício Bindi
Fundador & CEO — AIMAGINE
FORMAÇÃO
· Eng. Mecatrônica — POLI/USP
· AI for Business — MIT
· Digital Transformation — Berkeley Haas
· MBA Finanças — IBMEC
· Gestão Geral — FIA/USP
IDIOMAS
Português · Inglês · Espanhol
LinkedIn ↗"Muitas vezes me peguei vendo líderes muito competentes muito mais preocupados com a história que vão contar do que com o resultado que vão gerar. É por isso que vemos muito mais pilotos de IA do que implementações em escala. O mercado tem hoje mais Chief Explanation Officers do que Chief Executive Officers."
Fundou a AIMAGINE para fazer o oposto: ajudar líderes de grandes empresas brasileiras a sair do piloto e chegar à transformação real — com estratégia, implementação e gestão de mudança do problema de negócio ao modelo em produção.
ONDE PUBLICO MEU RACIOCÍNIO
O ResenhAI é minha publicação quinzenal sobre IA para líderes de grandes empresas. É onde exponho a análise que orienta a abordagem da AIMAGINE — sem hype de lançamento, com perspectiva de quem implementa.
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